terça-feira, 28 de agosto de 2007

A opção pelas artes visuais

Estou vivendo uma fase em que tenho de produzir textos partindo das minhas experiências no campo das Artes Visuais. Portanto o texto a seguir é fruto de um exercício mental sobre o que me levou a isto tudo.

A opção pelas artes visuais veio há pouco tempo atrás, em 2003. Até então esta não era uma opção nem mesmo coitada de carreira.
Desde a adolescência gostava de desenhar, tinha uma produção bastante ativa e meu teste vocacional no colégio apontava uma tendência de 98% para a área de artes.
Mesmo com tudo indicando para isto, corri pela mão contrária e, quando terminei o ensino médio, em 1997, fui estudar e me formei na área de saúde como Técnica de Segurança do Trabalho indo trabalhar em Salvador.
As artes visuais cruzaram meu caminho quando decidi que era hora de fazer um curso superior, pois percebi que a careira de técnica não poderia me levar muito longe.
No ano de 2003, quando voltei para São Paulo, fui fazer inscrição para o vestibular de Engenharia Civil da Universidade São Judas Tadeu, que fica na Mooca, bairro da Zona Leste de São Paulo.
Ao chegar lá, antes de fazer qualquer coisa, resolvi dar uma olhada na grade curricular do curso para ver o que me aguardava. Deparei-me com Matemática I, Matemática II, Cálculo, Cálculo Avançado... Matemática, matemática, matemática!
Deu desespero! Como iria cursar Engenharia Civil, curso que tinha maior afinidade com minha função atual de Técnica em Segurança do Trabalho, se eu não tinha a menor afinidade com matemática?!
Foi então que resolvi olhar as grades dos outros cursos que a universidade oferecia. Olhei Arquitetura, ainda tinha muita matemática, mas até daria para encarar porque tinha também matérias de desenho que eu gostava. Foi então que vi a grade curricular do curso de Educação Artística e resolvi conferir. Este era um curso que eu sempre tive vontade de fazer, mas nunca encarei o medo de não ganhar dinheiro suficiente para me manter. O velho preconceito de artista pobre e tuberculoso dos romances me assombrava. Mas eu me apaixonei pelo curso! As matérias eram bárbaras e eu me via exercendo este ofício totalmente feliz.
Foi neste momento que desisti da carreira promissora de Engenheira Civil e resolvi encarar meus preconceitos e me inscrevi e passei no vestibular para o curso de Educação Artística. A função de técnica serviria para custear meus estudos.
Durante o curso, que era mais para formação de professores, fiquei muito desmotivada e percebi que queria muito mais, percebi que queria fazer parte do mundo de artistas que conheci e que viviam de suas produções como artistas plásticos. Foi então que, ao assistir a uma palestra do designer de produtos Lincon Seragine, que por acaso estava falando de motivação e guinada de carreira (e posso dizer que foi o grande motivador de minha decisão), decidi mais uma vez mudar meu trajeto e me dedicar integralmente às artes visuais.
Isto aconteceu em 2005, faltando apenas um ano e meio para me formar no curso de Bacharel em Educação Artística da Universidade São Judas Tadeu.
Pedi transferência para o curso de Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Belas Artes de São Paulo. O curso sofrera diversas modificações e dava ênfase ao pensamento crítica sobre as Artes Visuais. Justamente o que eu estava procurando!
Isto significava que tudo mudaria. A começar que a minha formação que seria concluída em 2006 pulou para 2008. Que meu casamento marcado para 2007 teve de ser adiado por tempo indefinido e que a carreira como Técnica de Segurança do Trabalho tinha chegado ao fim.
Esta foi uma escolha muito feliz, pois hoje eu tenho a minha produção como artista plástica iniciante, trabalho completamente satisfeita e me caso no ano que vem.

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