sexta-feira, 17 de abril de 2009

Não sei desenhar...

Ontem comecei um curso livre de desenho na Oficina Cultural Oswald Andrade. 
Este curso é direcionado para um público bem diverso, já que não havia restrições de idade. Gostei disto, pois são universos diferentes... formações diversas...
O que me deixou intrigada é que, na entrevista dos participantes, o que mais escutei foi a frase: "Não sei desenhar e é por isto que estou aqui!". Eu em contrapartida, e para ser do contra (como sempre), disse que Piccasso e Degas também não sabiam e estavam no museu...
Depois disto a aula seguiu e desenhamos muito.
Para mim, o fato de dizer que não se sabe desenhar não é desculpa para não fazê-lo. Desenhar faz parte do oficio de arte e está tão entranhado no trabalho que, se formos a fundo, todas as mídias usadas como arte tem como base o desenho. Acaba que sobra o desenho transportado para mídias diversas...
Gosto desta ideia...
Desenhar para mim é essencial!
O que percebi com a conversa de ontem é que a imagem de verosimilhança, o que informalmente dizemos que "desenha igualzinho", ainda é muito forte na nossa cultura e na nossa educação.
Ainda hoje, menos do que na minha época de escola, somos educados para entender que desenho tem de ser como "fotografia" que congela aquele momento tal como ele parece ser...
Isto está mudando com arte-educadores empenhados em mostrar que o desenho é sim importante e que desenhar não é "fotografar" e sim transmitir pensamento.
Bom, agora vou desenhar... e sugiro que faça o mesmo.

domingo, 15 de março de 2009

Quando é hora de desistir de um projeto?

Sempre tive uma dúvida em relação aos projetos de arte. Quando desistir dele?
Fico impressionada com a capacidade inventiva de um projeto, mas nunca entendi porque um projeto de arte é deixado de lado.
No ultimo ano estive envolvida em um projeto de arte que, embora inacabado, chegou ao fim. Eu desisti dele antes mesmo de apresenta-lo.
Era um projeto interessante sobre a percepção de espaço, voyeurismo, câmeras de vigilância, e principalmente a ação do espectador.
De todos os que tiveram oportunidades de ver o projeto sendo executado tive boas considerações e bons elogios. O trabalho tinha potencial. Mas o que aconteceu no meio do caminho que fez com que eu desistisse?
Sinceramente não sei! Acredito que, mesmo com os elogios, mesmo com o pontecial de ser algo interessante, os conceitos que sustentavam o trabalho eram fracos e mal resolvidos. E não foi por falta de referencial e sim pelo excesso.
Quando se conceitua um trabalho de arte temos de levar em conta que, mais do que o que lemos e o quanto lemos, o que é levado em conta é o que apreendemos a respeito dos conceitos. E o foco do trabalho tem de ser claro, tão claro que qualquer pessoa possa chegar ao um entendimento do trabalho.
Fato é que desisti do trabalho por ter esgotado todos os motivos potenciais de execução. Não tinha mais verdade no que fazia e por tanto não havia razão de continuar. Mas ainda não considero uma desistência total e sim um adiamento estratégico. 
Ainda não consigo compreender quando é hora de desistir de um projeto.

domingo, 27 de julho de 2008

30 coisas que fiz antes dos 30

Esta lista de coisas pequei numa comunidade do Orkut e achei bem interessante...

São 30 coisas a fazer antes de completar 30 anos. Esta publicada aqui tem alguns acréscimos meus...

Transar c/ alguém c/ menos de 20 anos (eu já fui adolescente, acreditem...)
Dizer que vai a uma reunião e ir transar com o(a) novo(a) namorado(a)
Aprender a mandar (isto já veio no meu DNA, portanto não foi difícil)
Beijar um(a) passante (depois de um pileque)
Namorar alguém problema (é sempre bom achar que podemos mudar o mundo...)
Fazer algo criativo (artes visuais está de bom tamanho)
Pedir demissão por se sentir perseguida(o) pelo chefe (duas veses tá bom pra vc?)
Pintar o cabelo (de tantas cores que já não sei mais qual é a minha cor natural)
Passear sem calcinha/cueca (Tudo por um look perfeito!!!)
Beber uma garrafa de tequila (se for contabilizar de fato são mais de 10!)
Transar com um(a) de seus(uas) melhores amigos(as) (perdi o amigo, mas ficaram as lembranças...)
Agarrar o seu amor platônico (e vou casar com ele!!!)
Ter um encontro às escuras com alguém da internet (fiz! e não recomendo para ninguém)
Brincar de "todo mundo beija todo mundo" (as consequências podem ser desastrosas, mas divertidíssimas)
Transar com alguém e esquecer o nome dele(a) (mancada mor! acontece...)
Comprar cinco sapatos em um dia (esta é a melhor sensação do mundo!!!!!! Sapatos não te traem!)
Subir em um palco e dançar loucamente (é bom demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
Usar um look despojado (ir para a faculdade de pijama é o cúmulo do despojado)
Fazer uma tatoo (na verdade duas! ARS LONGA VITA BREVIS e uma borboleta)
Ir a um psiquiatra por causa de amor (Alugar uma orelha por hora é sempre uma boa opção)
Usar maria-chiquinhas (vc se sente a menininha que sempre será adorada...)
Ter o melhor sexo da sua vida c/ um(a) otário(a) (ele era um super otário!)
Ir a uma vidente por causa de amor (e ela acertou!)
Ter uma noite bem louca (tive muitas... o que estraga é a ressaca do outro dia)
Se jogar de roupa na piscina (vc se sente livre e depois com muito frio... brrrr)
Adotar um bicho abandonado (é legal, mesmo que quando vc volte para casa alguém tenha dado sumiço nele)
Viajar de ônibus p/ longe (uma mochila, pouco dinheiro e o coração cheio de esperanças)
Usar a melhor roupa para ir ao mercado (faz sua carência baixar um pouco...)
Aprender a dizer não (ainda estou em fase de treinamento, mas tô aprendendo...)
Ficar com 3 na mesma noite (noites loucas... tempos de solteira... muita tequila...)

Agora que completo 30 anos e estou em plena forma, posso dizer que recomeço hoje mais um período de vida intensa. Antes dos 30 curti muito o que um "vintolecente" pode curtir.
Espero que esta nova fase inaugure momentos tão intensos quanto os que vivi até agora.

sábado, 10 de maio de 2008

A respeito de minha apresentação em Poéticas Contemporâneas: Ling Tridimensional

Estou abrindo esta postagem como canal de comunicação para recepção de devolutivas a fim de receber as devolutivas de colaboração com o meu projeto de pesquisa em artes visuais "O voyeurismo e a reconstrução do espaço como limite entre o público e o privado" apresentado no dia 09/05/2008.

Agradeço desde já a recepção do meu projeto.